Em abril de 1960, Brasília foi fundada a partir de um plano urbanístico de Lúcio Costa em forma de avião, com os projetos dos principais prédios públicos assinados por Oscar Niemeyer. De lá pra cá, a cidade-modelo cresceu muito: no começo da história eram em torno de 130 mil habitantes; hoje, são mais de três milhões, vivendo na cidade que é o coração da arquitetura e do design brasileiro.
Mais que a capital do urbanismo, a cidade também vem se consolidando como um pólo de moda que reúne marcas independentes, estilos de todo o Brasil e outras grifes consagradas internacionalmente.
Segundo estudo de 2026 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil tem mais de 21 mil empresas de confecção de acessórios e vestuário, com mais de 500 mil pessoas envolvidas nos processos de produção. Se olhar para o Distrito Federal, o setor de economia criativa (que engloba a moda) responde por cerca de 3,5% do PIB neste segmento – o equivalente a uma movimentação de R$ 9 bilhões anuais, segundo a Fecomércio DF. Vale dizer ainda que em Brasília, o comércio varejista representa mais de 1 milhão de vínculos ativos, segundo o Sebrae.
“Brasília cresce numa velocidade incrível em relação às outras grandes cidades. Ela tem um perfil de sociedade muito internacional. É um verdadeiro hub que, ao mesmo tempo, acaba tendo também influências do Brasil inteiro. O aeroporto, por exemplo, é um dos maiores do País. Você vê diferentes comunidades com um charme muito local, mas ainda assim cosmopolita,” diz Satomi Nanba, Diretora Executiva de Mix, Varejo e Relacionamento do Iguatemi.

Ela é uma das responsáveis por um movimento que representa muito bem esse crescimento e acompanha o desenvolvimento da região: a expansão do Iguatemi Brasília, prevista para o segundo semestre de 2027 com um investimento de R$ 314,4 milhões. As obras na cidade, que já estão à todo vapor, não vieram de uma escolha ao acaso: o shopping da cidade é o nono de um total de 22 empreendimentos do grupo em receita de aluguel e o quarto que mais cresceu nessa frente em 2025. O Iguatemi Brasília encerrou o último ano com mais de 97% de ocupação, mais de R$ 74 milhões em receita de aluguel e mais de R$ 1,1 bilhão em volume de vendas.
Essa expansão irá pegar carona também na população flutuante da região do Lago Norte, com quase 18 mil pessoas trabalhando em um raio de cinco minutos e mais de 19 mil pessoas vivendo na região. O projeto acrescentará cerca de 15 mil metros quadrados ao que já existe, ultrapassando os 50 mil metros quadrados com 70 novas lojas (sendo que mais de 70% já está contratado), resultando em um total de 220 operações.
“Pela primeira vez, o público de Brasília vai ter acesso a marcas que antes só poderiam ser encontradas em São Paulo ou no Rio de Janeiro, por exemplo. A NK Store, por exemplo, chegará com algumas marcas internacionais jovens, mas também com sua marca própria; a Polo Ralph Lauren terá masculino, feminino e infantil, e teremos Vilebrequin, que tem tudo a ver com o lifestyle em torno do Lago Paranoá. Sem falar em Ferragamo, Montblanc e na Neeche, de perfumaria de nicho. Mas também temos marcas mais democráticas, como Renner e Sephora, que já estão por lá.”

Parte da expansão também contempla um espaço no conceito open mall: um shopping ao ar livre, com jardins e áreas de convivência externas. Além disso, também está previsto um espaço Cubo para eventos, duas novas salas VIP de cinema e um grande destaque para a gastronomia: o shopping ganhará um Rodeio, uma Ladurée, um Ernesto Café e uma TB Cake, febre entre os brasilienses.
“A gastronomia é um ponto importante nesse projeto que olha não apenas para a conveniência, mas para a indulgência. Para aqueles momentos de troca, de aproveitar a vida. Brasília também tem um grande calendário de eventos sociais. Então as pessoas acabam saindo muito para almoçar ou para jantar. E é preciso ter uma boa quantidade de restaurantes com um serviço de primeira para atender essa demanda. Nossa ideia é sempre trabalhar com o resolver a vida e o aproveitar a vida, juntos,” diz Satomi.
Se a cidade e os negócios crescem, os shoppings acompanham. E o Iguatemi segue esse movimento. “O shopping é um lugar onde as pessoas podem viver e se divertir. No fim do dia é um lugar de encontro, que supre a necessidade da convivência social e conexão,” diz.














