Picasso, Matisse e Basquiat invadem Miami

Picasso, Matisse e Basquiat invadem Miami

Antes da Art Basel, que acontece em dezembro, a cidade recebe exposições inéditas que merecem a visita

A Art Basel está prestes a desembarcar em Miami, em dezembro, mas quem passar pela cidade a partir de agora já tem bons motivos para incluir arte no roteiro. 

No fim do mês, no Pérez Art Museum, cerca de 100 obras de Picasso, Paul Klee, Henri Matisse e outros nomes centrais da arte moderna europeia chegam diretamente da coleção do Museum Berggruen, em Berlim. É a maior apresentação da coleção na costa leste americana, em cartaz até fevereiro de 2027.

A exposição Picasso–Klee–Matisse: Masterpieces from the Museum Berggruen percorre quatro décadas de coleção do marchand Heinz Berggruen, que construiu seu acervo a partir de uma relação próxima com artistas. 

Entre os destaques estão as composições cubistas, os desenhos e aquarelas de Klee e os recortes de papel de Matisse, que marcaram a fase final de sua carreira. 

A programação do PAMM inclui ainda uma mostra dedicada a Jean-Michel Basquiat, com pinturas e esculturas que exploram o repertório de figuras e símbolos do artista, e outra da bahamense Anina Major, que trabalha com cerâmica e técnicas de tecelagem. 

A cidade também tem uma agenda movimentada de arte contemporânea, com instalações imersivas, pinturas e trabalhos que ocupam os museus até o fim do ano. No The Bass, a artista japonesa Yuko Mohri transforma objetos cotidianos em instalações que combinam som, luz e movimento.  A exposição Unviolated Imperfection, em cartaz até maio de 2027, combina objetos cotidianos e elementos naturais em instalações que produzem sons e reagem às mudanças do ambiente.

Na mesma instituição, Lecturas Posibles, da argentina Amalia Pica, propõe uma visita mais participativa: a artista criou uma espécie de biblioteca em que as superfícies funcionam como lousas, convidando o público a desenhar e escrever. A partir do fim de outubro, o museu recebe ainda Aquí, do estúdio mexicano Pedro y Juana, uma instalação que combina papel de parede, tapetes, móveis esculturais e luminárias florais em uma composição de inspiração subtropical.

No Design District, o Institute of Contemporary Art Miami apresenta até 22 de novembro uma exposição dedicada a Manoucher Yektai, pintor iraniano-americano que aproximou a natureza-morta do expressionismo abstrato. Em suas telas, frutas, vasos e outros objetos ganham volume com camadas espessas de tinta e pinceladas marcantes. Para quem gosta de descobrir artistas fora do circuito óbvio, é uma boa oportunidade para conhecer uma produção que cruza diferentes tradições da pintura moderna. 

Ainda no ICA, Xojowi ja qa tee ruachulew (Mother Earth Dances), do artista guatemalteco Manuel Chavajay, também fica em cartaz até 22 de novembro. A mostra parte de referências da cultura maia tz’utujil e da relação com a terra para abordar memória, território e identidade.

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