Um roteiro pela Paris de Coco Chanel

Um roteiro pela Paris de Coco Chanel

9 endereços que revelam a capital francesa através dos passos da estilista (e a Rue Cambon não é um deles!)

Entre idas e vindas a Paris, aprendi a desviar meu olhar do já conhecido roteiro fashion para decifrar os endereços que realmente contam a história da cidade – e de seus personagens, é claro. Me acompanhe enquanto sigo os passos de Mademoiselle Chanel na capital francesa.

Passe a noite na suíte Chanel, no Ritz
Coco Chanel começou a frequentar o Ritz na década de 1920 – sua boutique-ateliê na Rua Cambon, afinal, era logo ao lado. Em 1945, a estilista fez do local sua residência (e morou lá até o seu último dia de vida). Como homenagem à uma de suas mais célebres hóspedes, o Ritz criou a Coco Chanel Suíte, inspirada pelo estilo da estilista. Com 188 m², conta com 2 quartos, 2 banheiros uma vista privilegiada para a Place Vendôme e o biombo chinês que foi da estilista.

Veja um filme no cinema Le Saint Germain des Près
Há pouco mais de um mês, após financiar seu restauro total, a Chanel reinaugurou o cinema Le Saint Germain des Prés. O local se tornou conhecido durante a Nouvelle Vague e, a partir de agora, passa a exibir uma programação que conta com clássicos e também novidades em cartaz. O gesto reafirma o enlace da maison com uma das grandes paixões de sua fundadora: a sétima arte.

Experimente o Mont-Blanc no Angelina
O Mont-Blanc é o doce mais famoso da tradicional confeitaria Angelina Paris, presente no cardápio desde sua inauguração, em 1903. A receita é mantida em segredo, mas seus ingredientes são conhecidos: base de merengue com chantilly e creme de castanhas moldado em fios ultrafinos. Dá para entender porque era uma das sobremesas favoritas de Coco Chanel, né?

Atualize sua biblioteca na livraria 7L
7L é um endereço tipo “3 em 1”: fundado em 1999 pelo ex-diretor criativo da Chanel, Karl Lagerfeld, o espaço foi adquirido pela grife em 2021 e funciona como livraria, estúdio/biblioteca (abrigando a famosa coleção do estilista) e sede da editora Éditions 7L, que lança publicações especiais de moda, fotografia, design, arquitetura e lifestyle. Aproveite a ida para garantir o mais novo lançamento, Chanel Shows – Fashion Mise en Scène, que celebra os espaços de desfiles da maison ao longo do tempo – incluindo o sistema solar que deixou todo mundo de queixo caído na estreia de Matthieu Blazy.

Reserve uma mesa no Le Grand Véfour
Na rota dos restaurantes históricos de Paris, o Le Grand Véfour fica no Palais-Royal, de onde serve, desde 1784, uma clientela que já incluiu Napoleão, Victor Hugo – e, claro, Coco Chanel. Sob o comando do chef Bruno Doucet, ele adiciona aos sabores típicos uma pitada contemporânea. Se você aprecia um peixe, como eu, peça o filé de linguado Bonne Femme, clássico da culinária francesa.

Veja de perto um look histórico no Palais Galliera
Em cartaz no Palais Galliera (também conhecido como o museu da moda de Paris), a exposição Weaving, Embroidering, Embellishing: The Crafts and Trades of Fashion celebra o saber-fazer manual. Entre as peças da mostra está um look de alta-costura da primavera-verão 1988 da Chanel, que conta com a mão de obra da Maison Desrues, primeira a integrar os Métiers d’Art da grife e até hoje a responsável por seus botões, que mais parecem joias.

Peça um champagne cocktail no Le Bœuf sur le Toit
Clássico dos Années Folles de Paris, o Le Bœuf sur le Toit foi frequentado por figuras como Jean Cocteau, Elsa Schiaparelli e Pablo Picasso. Gabrielle Chanel não ficou de fora. Desde sua fundação, em 1922, o restaurante e bar ficou famoso por noites animadas, regadas à música – e muitos, mas muitos coquetéis de champanhe.

Assista a um espetáculo no Théâtre des Champs-Elysées
Gabrielle Chanel não apenas frequentou o teatro: também trabalhou nele. Há figurinos históricos que levam a assinatura da estilista. Entre eles, as peças usadas em Le Train Bleu dos Ballets Russes, que estreou no Théâtre des Champs-Elysées no dia 20 de junho de 1924.

Supreenda-se no Museu Picasso
Olhe para o quadro Os Banhistas (1918) de Pablo Picasso. Agora olhe para os figurinos de Coco Chanel para o espetáculo Le Train Bleu (esse mesmo que acabo de te contar a respeito). Você vê alguma semelhança? Eu também. O Museu Picasso de Paris é o guardião da famosa obra do artista espanhol que, segundo conta a história, se inspirou no revolucionário leisurewear de Chanel para os trajes de banho de seus personagens retratados. Moda e arte, sempre juntas.

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